CNV, A LINGUAGEM QUE CONECTA

01/10/2020

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Por Gisele Chiesa


CNV, a linguagem que conecta

Você já ouviu ou comentou: “Não foi isso que eu disse”, ou “O problema não é o que foi dito, mas como foi dito”? Comunicação é um desafio mundial, seja para organizar e traduzir os nossos pensamentos a nós mesmos, seja para comunicá-los às pessoas que nos cercam.

A partir de uma reflexão sobre a realidade do professor, o qual tem como responsabilidade orientar, facilitar e direcionar processos de aprendizagem, essa habilidade é de fundamental relevância para suas práticas pedagógicas. Afinal, tão importante quanto saber, é a habilidade de comunicar e direcionar assertivamente. 

Nesse processo, algumas situações, como conflitos de ideias e de necessidades, podem ocorrer. E estarmos preparados para saber lidar com isso pode fazer total diferença nos resultados esperados. 

A Comunicação Não Violenta (ou CNV) pode nos ajudar a decodificar como podemos nos apropriar dessa habilidade. Ela tem como finalidade nos tornar mais autorresponsáveis sobre como percebemos e nos colocamos nas relações. Essa abordagem foi desenvolvida a fim de gerar mais empatia, colaboração e conexão, ao levar em conta uma forma de observar, pensar e sentir as situações.

Para facilitar sua compreensão, Marshal Rosenberg, autor da abordagem, elaborou uma sequência de atitudes que podem nos auxiliar a estimular o outro a colaborar conosco, que são:

  1. Observar o fato, em vez de julgar;
  2. Nomear o que estamos sentindo;
  3. Perceber qual é a nossa necessidade dentro do sentimento identificado;
  4. Fazer um pedido a fim de gerar conexão e colaboração por parte do outro.

A CNV também nos auxilia a observar as ações do outro com mais empatia, portanto, tem como foco realizarmos intervenções que gerem colaboração para a sua vida.

Comunicar de forma não violenta nos coloca em lugar de autorresponsabilidade e curiosidade. Autorresponsabilidade, pois somos os responsáveis diretos pela forma como escolhemos nos comunicar. Curiosidade, pois nos conduz a querer entender o que se passa na vida do outro com empatia e permite uma conexão genuína e de coração.

Gisele Chiesa

Assessora Andragógica da Escola de Professores Inquietos